segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Construções alternativas

Como mencionado anteriormente estamos trabalhando com objeto interativo na aula de Plástica e Expressão Gráfica. Para auxiliar a construção dos objetos os professores sugeriram que visitássemos três sites relacionados à designer.
Meu favorito foi Design for the other 90%. O título retrata exatamente o conceito do projeto: considerando que os designers focalizam em criações de alto custo que só podem ser adquiridas por 10% da população mundial, a proposta é criar produtos e serviços de baixo custo e fácil acesso aos outros 90%. Alguns dos experimentos são muito interessantes, como o Solar Aid, um aparelho de audição com baixíssimo custo energético e o MoneyMaker Block Press, que possibilita a fabricação de blocos de terra e cimento utilizados para construção de casas, escolas e prédios comerciais. O experimento que mais chamou minha atenção foi o Q Drum. Em países subdesenvolvidos algumas pessoas não possuem fácil acesso à água em boas condições de uso, e muitas vezes são obrigadas a caminhar longas distâncias carregando galões pesados e que cabem pouca água. O Q Drum consiste em um container de longa duração e fácil rolagem, e pode comportar até 75 litros de água. A foto a baixo mostra sua utilização. Essa é uma alternativa inteligente para um problema que poucos dão atenção, seria muito bom se profissionais como arquitetos, engenheiros e designers seguissem esse exemplo e se dedicassem um pouco à causas de minorias. Vale a pena tentar fazer o mundo um pouquinho melhor.
"Q DRUM" AUXILIA FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA NA COLETA DE ÁGUA
Outro site sugerido pelos professores foi o Dunne & Raby. Nesse caso, o objetivo é utilizar produtos e serviços para estimular a discussão entre designers, o meio industrial e o público, sobre as implicações sociais, culturais e éticas da tecnologia emergente. Achei os projetos um pouco vagos e ao contrário do Design for the other 90% não há um objetivo claro e de interesse, direto ou indireto, da sociedade como um todo.
O terceiro site é o do professor de designer Noam Toran. Toran produz filmes e objetos utilizados para investigar anomalias do comportamento humano. Embora eu não tenha compreendido muito bem os projetos, a visita ao site foi interessante para despertar a idéia de novas possibilidades para o trabalho de um designer.
Os três sites acrescentam novas idéias ao conceito de construir objetos e sem dúvidas ajudam à ampliar as possibilidades e libertar mais o lado criativo.

domingo, 21 de setembro de 2008

Sensação em Sketchup


A atividade da semana passada na aula de informática foi modelar uma sensação utilizando o programa Sketchup. Considerando que esse é um programa para modelagem de estruturas e construções, esse foi sem dúvidas um desafio.

A sensação deveria ser em relação à algum lugar do museu OI FUTURO. Escolhi a sala Profetas do Futuro que me chamou muito atenção. Achei a sala um pouco sombria e construí um cubo preto que representa o medo, a escuridão. Por outro lado a fala dos profetas é muito interessante e transmite novas idéias e conhecimentos. A sensação de curiosidade e interesse pelo novo eu representei através dos túneis amarelos, que seriam espécies de janelas para fugir do desconhecido.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Comentário sobre o livro Lições da Arquitetura

Pensar em arquitetura ainda me leva de certa forma aos pensamentos comuns de um leigo, como pensar somente em prédios, casas, estruturas em geral somente. Ao ler o livro Lições de Arquitetura, de Herman Hertzberger pude refletir sobre alguns pontos desse ramo que foram novidade para mim.
O que mais me chamou atenção na leitura foi a abordagem da relação arquitetura-usuário, que embora agora pareça tão óbvia, nunca havia antes entrado em meus conceitos ligados à arquitetura. Pensar que um determinado projeto é feito para alguém e que esse projeto deve ser adaptado às vontades e necessidades desse usuário é primordial para um arquiteto. Hertzberger toca em pontos fundamentais relacionados à isso. Considero importantíssima a discussão que o livro levanta em relação a multifuncionalidade de um determinado espaço ou objeto. Cabe aos arquitetos projetarem o que acham que seja adequado, porém como o que pode ser ótimo para uma pessoa, pode não ser tão bom para outra, seria muito interessante que ao construir estruturas alguns pontos ficassem em aberto, com possibilidade de ajuste ou modificação. Também me chamou atenção o fato do autor relacionar a idéia geral com a idéia individual. Existem padrões no mercado, de estética e funcionalidade, por exemplo. Através do livro pude perceber que o papel do arquiteto é relacionar uma idéia geral às idéias de um cliente específico. Nem sempre um determinado padrão atende às necessidades, ou vontades, de um cliente e um profissional que consegue captar essas sutilezas se destaca.
A leitura foi muito produtiva, pois despertou um outro olhar para a arquitetura.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Christian Moeller

Para auxiliar a criação do objeto interativo foi sugerido aos alunos que visitassem o site do artista Christian Moeller. Utilizando os recursos da tecnologia contemporânea o artista faz diversas montagens de todos os tamanhos.


Uma de suas instalações que mais me chamou atenção foi Daisy, uma estrutura robótica montada em Singapura ainda este ano, no Changi Airport T3. Daisy possui câmeras em sua base que detectam a passagem das pessoas, assim quando uma pessoa para ao seu redor ela se move e passa a encarar o espectador.





Outra instalação muito interessante feita por Moeller se chama Do Not Touch, que significa “não toque”. Realizada em 2004 no Energy Gallery, uma das galerias do Science Museum e Londres, a instalação consistia em uma barra de metal fixa no centro de um grande e chamativo aviso que diz: “não toque”. Os visitantes se sentiam tentados a contrariar a ordem e tocar o objeto, e ao não resistir ao aviso e tocar a barra recebiam um choque elétrico considerável que ainda era enfatizado pelo som.

Oi Futuro

Na aula passada de Plástica e Expressão Gráfica, foi solicitado aos alunos que visitássemos o Oi Futuro - Museu das telecomunicações.
"No museu do futuro, o visitante constrói seu próprio tempo." Sem dúvidas um dos apectos mais interessantes do museu é a visita não linear. Com um mapa na mão o visitante pode começar por onde quiser e prosseguir a visita de acordo com sua vontade por diversos espaços diferentes. Durante a visita vários profissionais estão disponíveis para orientação dos visitantes, e a explicação de cada objeto ou tema é feita através do sistema de pickups.

Outra coisa que adorei foi a linha do tempo. O museu dispõe de uma sala que conta a toda a história da comunicação desde as inscrições rupestres dos homens das cavernas até os tempos de hoje. Através de uma régua horizontal o visitante seleciona o período desejado e com recursos áudio visuais a história é contada.
Outros ambientes como a sala dos Profetas do Futuro e A Rede, e também objetos como o Theremin são muito interessantes. Recomendo a visita à todos, o museu e gratuito, e sempre vale a pena conhecer mais um pedacinho da nossa história para tentar entender porque o mundo é assim hoje.

Facilitando o dia-a-dia

Na última aula de plástica discutimos sobre objeto interativo. O que seria um objeto interativo? Essa foi a primeira dificuldade que tive, criar um conceito de objeto interativo. Pelo o que pude compreender, se trata de um objeto em que podemos mexer, adaptar às nossas vontades, criado para facilitar nosso cotidiano.
No mundo de hoje em que tantas coisas já foram inventadas é um pouco complicado refletir sobre o que nos falta. A sala foi dividida em grupos e cada grupo discutiu sobre o que poderia ser criado. Nessa primeira etapa os objetos ficaram só no plano das idéias, portanto pudemos viajar um pouco e pensar alto, a maioria dos objetos imaginados são inviáveis, hoje, para nós concretizarmos. O que mais me chamou atenção foi o fato de que vários tiveram idéias muito semelhantes, o que mostra que esses objetos fazem falata de verdade e poderiam ser muito úteis caso tivéssemos em casa. O meu grupo pensou em diversos objetos, o que eu mais gostei e achei super útil foi a trava elétrica para a casa. Algo como uma trava elétrica de carro, porém utilizada nas portas e janelas da casa. Seria incrivelmente prático poder simplesmente sair de casa, apertar um botãozinho e pi, pi! Pronto, tudo estaria travado e seguro. Alguns outros objetos pensados pelo grupo foram: cozinha automatizada controla por sensor de voz, com o objetivo de facilitar a localização de objetos e alimentos; sapateira computadorizada para facilitar escolha e localização de um determinado calçado; cama que vira mesa, com um eixo central rotativo poderíamos colocar os dois objetos em um mesmo lugar, resolvendo o problema de falta de espaço em um quarto; e paredes móveis, seria muito interessante podermos variar o tamanho dos cômodos de acordo com nossa necessidade.
Depois de muito discutir, a sala concluiu que quase todos os objetos pensados, além de em sua maioria serem muito semelhantes, são objetos que já existem. Com isso surgiu espaço para uma nova discussão: se já existem no mercado, por que não os utilizamos? Percebemos que o problema não é somente uma questão financeira, a verdade é que por diversos motivos muitas vezes as pessoas não se sentem a vontade em mudar alguns hábitos.
Fica aí um questão para se pensar. Qual é o verdadeiro papel dos arquitetos quando tratamos de inovação? Até onde se pode avançar sem entrar em conflito com os costumes das pessoas? É uma questão complicada, muitas vezes nem a própria pessoa (o cliente) sabe o que quer.
A discussão desse tema seguirá nas próximas aulas e iremos idealizar um objeto interativo que falte em nossa e depois materializá-lo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Panorama Praça Diogo de Vasconcelos


A atividade dessa semana foi construir um panorama utilizando fotos. As fotos deveriam ser tiradas em uma praça indicada pelos professores, no caso a minha praça foi a Praça Diogo Vasconcelos, mais conhecida como Praça da Savassi. Após a montagem do panorama tivemos que fazer o mapeamento da imagem indicando iluminação, fluxo e uso. Optei por tirar as fotos a noite para ter a oportunidade de observar e registrar um momento da praça do com o qual eu não tenho contato. Como nesse horário as luzes que mais se destacavam eram os faróis dos carros, eu os destaquei. Pude notar que o fluxo que se destacava também era o dos carros então coloquei imagens de rastros no asfalto registrando o caminho que os carros estavam percorrendo. Também observei que o uso estava bastante reduzido, se limitava aos carrinhos de cachorro quente e ao Mc Donalds. Para destacá-los saturei e aumentei o brilho ao redor desses locais.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Toyo Ito

A atividade dessa semana da aula de informática consiste em criar um panorama com as obras de um arquiteto definido pelos professores. O profissional que devo expor a obra é Toyo Ito. Ito é um arquiteto japonês formado na Universidade de Tóquio, é considerado um dos arquitetos mais inovadores e influentes da atualidade. Trabalhou com um dos arquitetos japoneses mais renomados antes de conquistar seu próprio espaço. Através de obras como “White U” e “Silver Hut” o arquiteto criou novos conceitos para a moradia nas cidades modernas.
Toyo Ito tem discutido a relação entre a cidade moderna e seus habitantes com a arquitetura. Desenvolve uma teoria dentro da idéia de espaço urbano, Ito considera que na nossa época há um espaço fictício e imaginário que coexiste com o espaço real. Acredita que Tóquio é uma cidade simulada em que as pessoas vivem em realidades também simuladas. Ou seja, em um mundo como o de hoje em que a informação é o que tem real valor, “cada um tem um corpo virtual que é criado pela ação da informação”.

Construções utilizadas no panorama:
. Ventilation Tower, Yokoama, Japão, 1986
. Mikimoto, Tokyo, Japão, 2006
. Mediathèque, Sendai, Japão, 1995
. Crematorium, Kakamigahara, Japão, 2007
. Mickerwork, Bruges, Belgica, 2002
. Serpentine Gallery Pavilion 2002, Londres, Inglaterra, 2002
. Tama Library, Tokyo, Japão, 2007
. Tod’s Omotesnado, Tokyo, Japão, 2004



FITA UTILIZADA PARA MONTAGEM DO PANORAMA

Mapeamento de ambiente 2.0

Para não fugir do hábito, hehehe, aqui está o mapeamento após as críticas dos professores. Acrescentei o fluxo e melhorei o recorte da pessoa que está deitada.

domingo, 31 de agosto de 2008

Ambiente público da E.A.


Este é o segundo trabalho feito utilizando Photoshop. Dessa vez a tarefa era fotografar algum lugar público da Escola de Arquitetura e evidenciar três fatores: luminosidade, fluxo de pessoas e uso do ambiente.
O local escolhido foi o espaço existente embaixo da árvore do pátio. Evidenciei a luminosidade aumentando o brilho do plano de fundo, dessa forma as partes em que o sol batia ficaram ainda mais claras e chamativas. Acredito que o uso do local e o fluxo de pessoas estejam bem interligados. Além disso escolhi um lugar que não é um ambiente de passagem, como um corredor por exemplo, as pessoas que passam por ali geralmente param nesse lugar. E para evidenciar o uso inseri várias imagens de diferentes formas de aproveitar a sombra que a árvore fornece.